Após anos de desenvolvimento e uma forte campanha de marketing, Masters of the Universe, nova adaptação live-action de He-Man produzida pela Amazon MGM Studios e pela Mattel, estreou nos cinemas enfrentando dificuldades nas bilheterias. O longa arrecadou cerca de US$ 29,3 milhões em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos e aproximadamente US$ 54,3 milhões em todo o mundo, números considerados modestos para uma produção de seu porte.
O resultado coloca o filme entre os lançamentos mais preocupantes do ano, especialmente considerando que produções com orçamentos próximos geralmente precisam arrecadar centenas de milhões de dólares para alcançar rentabilidade.
O longa é dirigido por Travis Knight e traz Nicholas Galitzine no papel de He-Man, além de Jared Leto como Skeletor. A produção buscava revitalizar uma das marcas mais conhecidas da Mattel, seguindo o sucesso de Barbie, mas a resposta inicial do público foi muito mais tímida.
Um dos fatores apontados por analistas é a dificuldade da franquia em atrair novas gerações. Embora He-Man seja um nome bastante conhecido entre quem cresceu nos anos 1980 e 1990, a marca perdeu relevância ao longo das décadas e não possui o mesmo apelo de propriedades modernas como Marvel, Star Wars ou Harry Potter.
Além disso, o filme enfrentou forte concorrência nos cinemas. No mesmo período, o retorno da franquia Scary Movie superou as expectativas e dominou as bilheterias globais, deixando Masters of the Universe em segundo plano logo em sua estreia.
Apesar dos números decepcionantes, ainda é cedo para decretar o destino do projeto. Como a Amazon também utiliza seus filmes para fortalecer o catálogo do serviço de streaming, parte do sucesso da produção será medida pelo desempenho futuro na plataforma. Mesmo assim, a estreia abaixo do esperado reduz significativamente as chances de o estúdio transformar o novo He-Man em uma grande franquia cinematográfica.
Para a Mattel, que busca repetir nos cinemas o fenômeno alcançado por Barbie, o desempenho de Masters of the Universe serve como um lembrete de que nem toda marca nostálgica consegue atrair o público moderno apenas pelo reconhecimento do nome.